22 de março de 2013

Citações de Hipácia de Alexandria

Todas as religiões dogmáticas formais são falaciosas e nunca devem ser aceitas como verdade absoluta por pessoas que respeitem a si mesma.

Fábulas devem ser ensinadas como fábulas, mitos, como mitos e milagres, como fantasias poéticas. Ensinar superstições como verdades é uma coisa terribilíssima. A mente infantil aceita-os e neles acredita e só através de muita dor e, talvez, da tragédia é que poderá ser, anos depois, deles aliviada.

Na verdade, os homens lutarão por uma superstição tão rapidamente como se por uma verdade viva - muitas vezes mais, uma vez que uma superstição é tão intangível que não podes alcançá-la para refutá-la, mas a verdade é um ponto de vista e, por isso, é mutável.

A vida é um desdobramento e, quanto mais viajamos, mais verdade podemos compreender. Entender as coisas que estão a nossa porta é a melhor preparação para a compreensão daquelas que estão além.

Preserve seu direito de pensar, pois mesmo pensar erroneamente é melhor do que não pensar de forma alguma.

Hipácia de Alexandria (filósofa, 350 - 415 E. C.)

Por Belloṷesus Īsarnos
******
Havia uma mulher chamada Hipácia de Alexandria, na antiga civilização helênica, filha do filósofo Theon, que fez várias realizações em literatura, ciência, astronomia e matemática, superando todos os filósofos de seu tempo. Na escola de Platão e Plotino, ela explicava os princípios da filosofia aos seus auditores, muitos dos quais viam de longe para receber suas instruções. Por conta da posse de si mesmo e da facilidade de se expressar, que ela tinha adquirido em consequência do cultivo da sua mente, aparecia sempre em público na presença dos magistrados. A sua extraordinária dignidade e virtude eram admiradas por todos. Mesmo assim, na primavera de 415 d.C., Hipácia vivenciou uma situação trágica quando um grupo de monges cristãos agrediram e arrastaram o seu corpo para uma igreja, onde sua carne foi mutilada com telhas afiadas e em seguida queimada. Fonte: Alexandria na Web.


Imagem do filme Ágora: Hypatia of Alexandria

Bênçãos do Céu, da Terra e do Mar!

Rowena Arnehoy Seneween ®
Pesquisadora da Cultura Celta e do Druidismo


18 de março de 2013

A coruja na mitologia céltica

A coruja pode ser vista em diversos objetos do período lateniano (La Tène), como um torque escavado em Rheinheim (datado de c. séc. IV a. C.), onde uma coruja emerge da cabeça de uma deusa. Nesse período, corujas são não poucas vezes representadas junto a cabeças humanas, indicando algum importante significado religioso - embora não seja possível agora afirmar qual fosse exatamente esse significado.

Miranda Green (em "Dictionary of Celtic Myth and Legend", p. 134), considera que a própria coruja poderia ser uma lembrança de uma deusa com aspectos ctônicos e de fertilidade. Green segue nesse ponto Anne Ross, que menciona a representação de uma deusa não especificada, que não seria Minerva, em monumentos galo-romanos, na companhia de uma coruja. O raciocínio é o seguinte: os egípcios tinham deuses animais. Com o tempo, muitos desses deuses ganharam aspecto semi-humano; passaram a ser representados com corpos humanos, mas conservaram as cabeças dos animais que eram suas manifestações mais antigas, como Hórus com cabeça de falcão e Anúbis com cabeça de chacal.

Os celtas também adoravam deuses representados como animais. Quando esses deuses passaram a ser representados sob a forma humana (provável influência mediterrânea), a imagem da deidade era acompanhada pelo animal a ela antigamente associado.

Na Escócia e em Gales, a coruja possui nomes pouco agradáveis. Para os escoceses, ela é a "cailleach oidhche" (bruxa da noite). Para os galeses, "aderyn y corff" (ave-cadáver).

Em uma lenda bretã, a carriça desce ao inferno para obter fogo para os pássaros. Ela volta de lá trazendo uma brasa no peito. Ao voar para fora do inferno, a brasa salta e queima a cauda da carriça. Em agradecimento, cada uma das outras aves lhe dá uma de suas penas, exceto a egoísta coruja, que se recusa a oferecer o presente. Os outros pássaros ficam tão enfurecidos que a expulsam e condenam a voar sozinha pela noite.

E no Quarto Ramo do Mabinogion existe a menção à Blodeuwedd .

Bellovesos /|\

A coruja também está presente no conto de Culhwch e Olwen do Mabinogion, um dos quatro animais que auxiliariam no resgate de Mabon, filho de Modron e de acordo com os mitos galeses, foi sequestrado de sua mãe, quando tinha apenas três noites de vida. Para os antigos, ela representa sabedoria.

Créditos da imagem: Jen Delyth

Bênçãos do Céu, da Terra e do Mar!

Rowena Arnehoy Seneween ®
Pesquisadora da Cultura Celta e do Druidismo


1 de março de 2013

Os Tesouros da Irlanda

"O mais popular *cairn da Irlanda é sem dúvida o Brú na Bóinne, ou Newgrange, que é famoso pelo espetáculo anual que o sol, ao nascer na manhã do Solstício de Inverno, realiza. Ele adentra através de uma estreita passagem, iluminando a câmara interna e desenhando no chão da tumba uma espécie de obelisco de luz apontado diretamente para o que parece ser um altar central. Newgrange é datado de 3200 a.C. aproximadamente, o que o faz mais antigo que Stonehenge.

Os cairns de Carrowkeel, segundo datações por carbono 14, também são muito antigos, possuindo, como Newgrange, entre 5400 e 5100 anos de idade, o que significa que também são 500 a 800 anos mais velhos do que as pirâmides do Egito.

Ao longo das diferentes ondas de povos que foram encontrando seu lar na Irlanda, esses cairns foram apropriados, e utilizados de várias formas. Alguns, como o Heapstown Cairn e o próprio Brú na Bóinne, que diz-se ser o lar de deuses como o Daghda e Oengus mac Óg, tornaram-se foco de lendas. Outros foram utilizados de forma muito prática e direta, como o de Knowth, que em certa época teve uma cidade construída em seu topo, e suas câmaras internas utilizadas como rota de fuga subterrânea a ser utilizada em caso de ataque ou invasão." - Por Laise Ayres.

*Cairn: é uma pilha de pedras feita pelo homem.

Fonte: Tesouros da Irlanda

Um pouco mais aos apaixonados pela Irlanda: Ask About Ireland.

Rowena Arnehoy Seneween ®
Pesquisadora da Cultura Celta e do Druidismo