30 de julho de 2013

Imbolg - texto original de Iain MacAnTsaoir

A respeito do original de Fiona MacLeod
Tradução Luciana Cavalcanti

Imbolg é o festival de Bride, conhecida em todas as terras gaélicas com algumas variações para o mesmo nome como Brid, Bride, Brigid, Brighid, etc... sendo alguns destes mais largamente conhecidos. Essas diferenças são o resultado da existência de dialetos diferentes de uma mesma língua. Ela é uma das Deusas mais amadas... O melhor escritor de todos os tempos sobre os Gaélicos é Fiona MacLeod. Seus escritos são difíceis de encontrar hoje em dia. Ainda assim, se existe alguém com dom da palavra, que sabia evocar emoção com esse dom, era ele. Certamente, qualquer um pode ver em seus relatos o amor que ele tinha por Bride. E por esse amor que, ele foi muito abençoado por Ela. O que se segue são trechos de vários de seus trabalhos.

Aqui vemos não só a importância que Ela tem para o nosso povo, mas sua ancestral conexão com o mês de fevereiro: "Eu tenho ouvido muitos contos sobre Bride, um dos seres mais amados e reverenciados do ancestral panteão gaulês. Eles são das Ilhas e talvez possam ser ouvidos em alguma parte do "Sgeulachdan Gaidhealach" ou contos gaélicos que continuam a ser contados no conhecimento popular das costas e das colinas. "Brighid bhoidheach". Bride a Bela, não é rara em canções e hinos sazonais, onde seus sinais são vistos ao longo das praias cinzentas, nas trilhas dos prados, no sulco dos vales, no caminho da costa branca. Os moradores da ilha sabem que o ano novo se revela enfim, que o alimento, calor e felicidade estão saindo do sul.

Em toda parte Ela é honrada... "Am fheill" Bride era até recentemente um festival de alegria no oeste, das regiões montanhosas da Escócia até a mais estreita faixas de praia da Barra ou de Lews, nas áreas montanhosas mais remotas da Escócia e nas Ilhas ainda continua sendo.

A associação de Bride com fevereiro é história antiga. Tão antiga que remonta os tempos dos monges cronistas, que tentaram colocar um manto cristão de disfarce sobre essa formosa Mulher. É uma história que se refere a cada um que levou à Mulher dos Gaélicos, suas oferendas e orações, a cada um que fala o "seannachaidh" quando conta sobre a aveia tomada por Brighid das Chamas, eles se referem àquela a quem os druidas prestavam honra como uma tocha repleta de luz eterna, a Filha da Manhã, que em uma mão segurava o Sol nascente como uma pequena chama amarela e em outra mão segurava a flor vermelha do fogo sem a qual, o homem seria como as bestas que vivem nas cavernas e buracos, o como o negro Fomor que tem seu habitat nas brumas, no vento e no deserto...

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Fáilte Imbolc!

Rowena Arnehoy Seneween ®