5 de novembro de 2014

Projeto Marmor

Arte: Gabriel Fox
O Marmor é um projeto multicultural, que envolve literatura, mitologia céltica, história, música, poesia, dança, animação, comic book, RPG e muito mais. No qual tive a honra de participar, na parte histórica e com consultoria de Bellovesos Isarnos, a convite do querido amigo e escritor Eduardo Amaro. Lançamento oficial (CD + livro) na Comic Con Experience 2014, no Centro de Exposições Imigrantes em São Paulo.

Os Celtas
Aspectos histórico-mitológicos

Em uma linguagem acessível, abordaremos alguns dos principais aspectos históricos da mitologia céltica, para que o leitor se situe no mundo do livro Alma Celta.

Partes dessa introdução foram extraídas do livro The World of the Druids, de Miranda Jane Aldhouse Green, doutora em arqueologia e chefe do SCARAB (Centro de pesquisas da Religião, Arqueologia, Cultura e Biogeografia) da Universidade de Gales.

As primeiras referências históricas sobre os povos celtas encontram-se na literatura grega, por volta de 500 a.C. Escritos gregos relatam que os celtas habitavam uma vasta área geográfica, que incluía a França, a Espanha e se estendia até o Danúbio Superior, na Europa Oriental. Alguns arqueólogos defendem a gradual “celtização” de culturas na Europa Setentrional e Meridional por volta de 1500 a.C., indo desde a Bretanha céltica à Irlanda.

A palavra celta é derivada de “keltoi”, usada pelos antigos historiadores gregos para denominar as tribos europeias do norte. Entretanto, o termo “celta”, dado aos povos de mesma língua é uma designação relativamente recente, datada a partir do século XVIII...

Os Celtas na atualidade

Apesar do declínio das línguas celtas, a sua sobrevivência é certa graças àqueles que buscam o regaste histórico desta cultura. Em termos gerais, a sua definição é uma questão que levanta a abordagem de como a linguagem realmente é importante para a identidade céltica na visão moderna, presente também nos nomes toponímicos. Mas devemos ter em mente que os habitantes, por exemplo, da Escócia, Irlanda, País de Gales, Ilha de Man, Cornualha, e Bretanha não se definem como celtas, embora o atual movimento pancelta insista nesse conceito...

No passado, o renascimento celta foi visto de maneira idealista e platônica ao tentar resgatar os costumes celtas, através dos movimentos literários da época. Precisamos ter cuidado para não incorrermos no mesmo erro nas práticas druídicas modernas. E o mesmo pode ser dito dos estudiosos, particularmente, dos acadêmicos e historiadores revisionistas. Podemos afirmar que as principais fontes de informação sobre os antigos Celtas e Druidas são descritos em relatos clássicos de historiadores greco-romanos, em dados arqueológicos e nos registros de monges cristãos, entre os séculos VIII e XII d. C.

Outros meios possíveis para se entender os celtas e os seus costumes nos dias atuais, seriam através de analogias e estudos comparativos entre eles e outras culturas indo-europeias semelhantes ou que conviveram entre si, em algum período da história.

Rowena Arnehoy Seneween ®
Historiadora autodidata, pesquisadora da cultura celta e praticante do Druidismo com bases reconstrucionistas.


Livraria Saraiva com preço promocional de lançamento.

Parte histórica do livro ALMA CELTA
Todos os direitos reservados.


9 de setembro de 2014

Citação do Håvamål

Uns que ficam, outros que partem e muitos que chagam! Um dia para refletir sobre a travessia que uma hora todos nós faremos.

"Deyr fé
deyja frændr
deyr sjálfr it sama
en orðstírr
deyr aldregi
hveim er sér góðan getr"

O gado morre,
Parentes morrem,
E do mesmo modo, eu também morrerei;
Mas o renome
Nunca morre
Para aquele que obtém boa fama.

"Deyr fé
deyja frændr
deyr sjálfr it sama
ek veit einn
at aldri deyr
dómr um dauðan hvern"

O gado morre,
Parentes morrem,
E do mesmo modo, eu também morrerei;
Mas sei de uma coisa
Que nunca morre:
A reputação de um morto.



Hávamál é um conjunto de poemas compostos em nórdico antigo conhecido como "Edda Poética ou Edda Antiga". Existe apenas um único manuscrito medieval reconhecido como Codex Regius. O poema foi escrito por autor desconhecido, na Islândia, em meados do século XIII e se originou na forma de diferenciá-lo da "Edda em Prosa" de Snorri Sturluson (1179-1241). O Hávamál contém elementos mitológicos e heróicos da tradição nórdica, como a Völuspá, o Vafþrúðnismál, Grímnismál, Skírnismál, Hárbarðsljóð, Hymiskviða, Lokasenna, Þrymskviða, Völundarkviða e o Alvíssmál, entre outros.

(Adaptação do texto original de Hávamál: tradução comentada do Nórdico Antigo para o Português por Elton O. S. Medeiros)

Que assim seja!

Rowena Arnehoy Seneween ®


3 de setembro de 2014

A Arte Celta - Um Leque de Contradições

Do original: Celtic Art The Courting of Contradiction de Alice Starmore © 1994 - Tradução Luciana Cavalcanti:

A Tradição Clássica assegurou o mais alto patamar na Arte e Cultura Europeia por tantos anos que nada além dela teve o status do Movimento Romântico. Tão superior é a reverência pelas antiguidades clássicas sobre as outras que quando os objetos de Lá Téne começaram a serem desenterrados nos montes da Suíça durante o século 19, muitos especialistas se convenceram de que eles não eram célticos. Uma sociedade bárbara iletrada não poderia produzir itens de tamanha beleza e sofisticação!

Antes de considerarmos a Natureza da Arte Celta é importante se fazer um apanhado breve do enquadramento histórico dos Celtas. Sem jamais instituir uma nação. Os Celtas consistem num monte de tribos cuja ascensão e queda durou mais de um milênio. Do Paganismo ao cristianismo (...), nosso conhecimento deles é baseado nos legados gregos, romanos e etruscos, além das conclusões tiradas de achados arqueológicos.

Arqueólogos descrevem o desenvolvimento da sociedade celta em períodos que têm o nome dos lugares onde foram achados importantes sítios arqueológicos. Sendo assim, o período Hallstatt não indica que Hallstatt na Áustria foi o centro do universo celta, mesmo que muitos lotes de objetos tenham sido achados lá. Refere-se a sociedade celta dentre 700 a 500 a.e.c. quando ela evoluiu do nomadismo primitivo para uma sociedade agrícola, comerciante, com assentamento fixo e organização social definida.

Igualmente é Lá Téne na Suíça, sítio que deu nome ao período, normalmente, chamada de fase madura (500 a.e.c. em diante), quando os celtas se estabeleceram como vigorosa civilização, com uma opulenta classe dominante que nos deixou sofisticadas peças de arte feita pela elite artesã. Lá Téne alcançou o zênite de seu poder e glória por volta de 200 a.e.c., antes de inexorável declínio, cuja causa se resume em uma só palavra: Roma.

Enquanto, incorporava elementos emprestados de várias culturas, a Arte Celta mantinha um distinto senso de continuidade, nunca perdendo os sinais de sua própria notável identidade. Houve um desenvolvimento uniforme na sofisticação com o passar dos séculos, com as peças Hallstatt mostrando mais vigor que a assegurada delicadeza dos objetos de Lá Téne em diante.

Há também, decididamente, um propósito embutido na Arte Celta. Dos objetos pessoais de um chefe tribal pagão, com a fina ornamentação de suas armas e vasilhas de beber as mais devotadas glorificações cristãs. Apesar de tudo isso, a visão permanece a mesma.

A visão da Arte Celta é paradoxal. Tem um olho fixo no mundo natural enquanto o outro busca o abstrato, universo interior / senso geométricos, que espectadores modernos acham alienado e duvidosos na arte moderna. Terminantemente, balanceado entre esses dois mundos, dragando inspiração de ambos, sem jamais deixar um se sobrepor sobre o outro.

Leia o artigo completo, clicando aqui.

Rowena Arnehoy Seneween ®


31 de julho de 2014

Inspirações

"Nem tudo que fulgura é ouro,
Nem todo vagante é vadio,
O velho que é forte perdura,
Raiz funda não sofre de frio.

Das cinzas um fogo há de vir,
Das sombras a luz vai jorrar,
A espada há de novo luzir,
O sem-coroa há de reinar".

(Tradução livre: A Sociedade do Anel - J.R.R. Tolkien)



Invocação de Bênçãos

"Nós banhamos suas mãos
Em chuvas de vinho
No bastão de fogo
Nos sete elementos
Na seiva da árvore
No leite de mel

Colocamos nove presentes,
Mais bem escolhidos e puros,
Em seu rosto claro e amado."

(Traduzido do Gaélico Escocês por Caitliín Matthews)

Rowena Arnehoy Seneween ®


23 de junho de 2014

Aquecendo os Caldeirões

Palestra apresentada durante a quinta edição do Encontro Brasileiro de Druidismo e Reconstrucionismo Celta em Recife; vivência das três formas de vidências e o seu significado básico, como aplicá-las nos dias atuais através da ativação dos caldeirões e os elementos do corpo (dúile).



Acompanhe as novidades: Blog do Encontro.

Rowena Arnehoy Seneween ®


10 de maio de 2014

Mensagem do Ogham

"O Tambor... Gort é a hera, o tambor. Ouça atentamente seu chamado. Reflita, se houver tempo, sobre o caminho à frente. Assegure-se de que a ponte sob seus pés leva em segurança à outra margem."

Em honra aos Ancestrais:

"Now you may live a different place,
Brought up and lived a different way,
But if you have our blood in your veins,
Then you will know us, know home, know who you are."



Rowena Arnehoy Seneween ®


26 de abril de 2014

Sobre o V EBDRC

Por Wallace William de Sousa:

"Magnânimo. Perfeito. Estupendo. Não é difícil encontrar palavras para definir o que foi o V Encontro Brasileiro de Druidismo e Reconstrucionismo Celta. Basta se ater aos mais altos elogios possíveis, pois o evento foi merecedor deles. Em todos os aspectos... O EBDRC é um evento especial, marcado pelo reencontro de amigos de várias regiões do Brasil e pelo espírito de comunidade, e nesse ano foi especialmente bom, com palestras de altíssimo nível."

Além da música e do hidromel... Enfim, dançar é a poesia da alma!



Leia o texto completo no Blog do Encontro.

Ano que vem estaremos em Curitiba... Até lá!!!

Rowena Arnehoy Seneween ®


5 de abril de 2014

Atividade no V EBDRC

Aquecendo os Caldeirões
Endovelicon & Rowena
Dia 19/04 (sábado) 10h40 - V EBDRC

Abordaremos as três formas de vidências e o seu significado básico, são elas: Teinm Laida, Imbas Forosnai e Dichetal do Chennaib.

"Cada uma dessas técnicas tenta colocar a mente e o espírito do Fili em um estado alterado de consciência, o que lhe permite ir além do mundo físico, ou seja, a Outros Mundos de conhecimento, inspiração e sabedoria." Searles O'Dubhain.

Mas, antes, devemos dominar as maneiras de se alcançar Imbas através do controle e ativação dos centros de energia dos Três Caldeirões, por meio da respiração, visualização, meditação... E muito mais!



Programação: Palestras e Workshops - V EBDRC

Recife - dias: 18, 19 e 20 de abril de 2014

Rowena Arnehoy Seneween ®


8 de fevereiro de 2014

O centro e as quatro direções

Vento norte: onde sopra a força - o lar de toda a bravura.
Vento sul: onde sopra a canção - a morada de toda a poesia.
Vento leste: onde sopra a prosperidade - a fortaleza de todas as vitórias.
Vento oeste: onde sopra a sabedoria - o santuário de todo o saber.
Centro: onde está o centro do mundo - o trono de toda soberania.

Convocando os Deuses: Lugh, o brilhante!

"Ao dançar, siga as pegadas para o centro,
E saiba que és feito da mesma matéria
Da qual foram criados os Deuses."



Rowena Arnehoy Seneween ®
Todos os direitos reservados.


5 de janeiro de 2014

Um conto: A profecia

45 anos antes da era comum

Gemidos angustiantes sobressaem por entre os corpos caídos. O caos impera e a força se impõe atordoante, tal como o ruído impetuoso de mil trovões retumbantes sobre nossas cabeças. Haverá o céu caído sobre nós? Incapazes de antever tal atrocidade, muitos dos nossos confiaram nas belas palavras de um mediador, a nos oferecer guarida contra as tribos do norte. Mas seu verdadeiro intento se escondia por trás da própria glória. Talvez instigado pelas intermináveis disputas internas de nossos reis, que colocava-nos em constante perigo, favorecendo, assim, a infiltração gananciosa de suas tropas. Brenno não pretendia fugir e nem temia a morte, apesar da juventude, havia em seus atos muita maturidade, muito além do seu estado de dor e desolação atual.

- Acorda, Brenno! Por onde vagueiam seus pensamentos? - disse seu irmão mais velho, Armel. Homem forte e destemido como um touro, que também fazia parte do pequeno grupo de sobreviventes.

Brenno, responde um tanto absorto e meio distante, atento à manifestação da segunda visão, um dom natural que sempre o ajudou em suas jornadas.

- Por hora, busco apenas um sinal, uma visão ou a mensagem dos Deuses para nos conduzir de volta à aldeia, mas ainda temo, pois precisamos enfrentar o desafio desolador de viver com os pouquíssimos recursos que nos restam. Mas onde estará o Senhor das Cem Batalhas?

- Nosso líder sumiu. Maldito seja César, que nos encurralou nessa emboscada! O general romano é astuto, um estrategista fora do comum - comentou Armel com voz cansada.

O jovem guerreiro fez um gesto vago com as mãos, pedindo para o irmão calar-se, o que Armel fez imediatamente, prevendo uma visão de Brenno, que neste instante, saca a faca presa à cintura e risca um pequeno corte no polegar da mão direita. Em seguida, ao gotejar do sangue rubro, coloca-o na boca e ao retirá-lo começa pronunciar as seguintes palavras:

- Meus olhos físicos enxergam o que há por trás dos véus, as imagens são confusas e ouço o que os seres brilhantes me dizem... Haverá muito sangue, morte e destruição, os grandes líderes cairão, os encantamentos que nos protegem serão quebrados e o fim logo se aproximará. Os invasores não são invencíveis, mas o sonho de expulsá-los ainda está longe de se tornar realidade. Somente o sacrifício do grande herói poderá salvar os demais. Apesar da eminente derrota, seremos vitoriosos no futuro, retornaremos renovados e prontos para um novo combate.

A cabeça de Brenno começa a girar e as imagens se dissipam. Seu corpo está fraco. Neste momento, Armel apóia o irmão cambaleante. Os demais guerreiros chegam ao local onde se encontram os irmãos. Ao todo restam somente oito sobreviventes, cinco homens e três mulheres.

***

Muitas luas se passaram, o sol percorreu um longo caminho e findou tal como surgiu por entre as montanhas verdejantes do vale que, dia após dia, começava a perder o seu viço. O império por fim dominou nossas terras, subjugou o restante do povo incapaz de reagir com medo das constantes ameaças de tornarem-se inválidos mutilados e se fundiam lentamente aos novos costumes. As reformas administrativas agregavam mais poder ao tão aclamado "Pater Patriae", o cognominado pai da pátria, que institui um novo medidor de tempo em sua própria homenagem, o calendário Juliano. A contar desta data, sete anos se passaram desde a derradeira derrota e apenas um ano da morte eminente de Vercingetórix, exibido como troféu sórdido do triunfo romano. Resta apenas a lembrança dos oito foragidos, herdeiros de uma batalha gravada nas memórias dos arvernos.

"Guerreiro, não se distraia nem por um segundo. Nem por um segundo! César cairá aos pés da estátua de pedra, traído e humilhado pelos seus. É a colheita que receberá pelos atos impensados." A voz dos seres brilhantes ecoava em sua mente. A profecia se concretizaria em breve.

Os olhos de Brenno brilhavam de esperança, a honra do seu povo há de ser resgatada! E assim seguiam os dias. Por sua descendência nobre, ao retornar à tribo, pode escolher se afastar da aldeia submetida ao legado de Roma. Vivia sozinho, mas não era solitário. Sua feição amadurecerá bastante e apesar das adversidades, ainda usava o cabelo rígido como a crina de um cavalo e os bigodes longos. Mantinha os músculos fortes através do trabalho árduo no cultivo da terra, a qual se dedicava com grande prazer. Em certas ocasiões, revia o irmão Armel que começava a demonstrar alguns sinais de idade. Armel era alto como o jovem Brenno e também conservava alguns costumes de outrora, como os cabelos claros esticados e o grande bigode do qual se orgulhava.

Quando retornaram à aldeia enfrentaram a triste realidade de ver seu povo reduzido a quase nada. Orgulhosos por natureza, renderam-se em prol dos que ali ainda restavam. Sob o julgo tirano, reorganizaram sua vida. Armel uniu-se a Maelle, guerreira destemida que lutara ao seu lado durante a batalha de Alésia. De uma beleza selvagem, possuía a tez alva como as nuvens do céu, os olhos verdes e profundos como o mar e os cabelos escuros como a terra sob os seus pés. Inseparáveis, tinham agora dois filhos e viviam conforme as normas dos conquistadores.

Maelle, a esposa de Armel, conhecia os segredos dos reinos e de tempos em tempos, organizava uma reunião secreta para o reencontro dos oito. Geralmente, durante as noites que antecediam à chegada da época escura do ano com os primeiros prenúncios do inverno, quando eles se encontravam num bosque próximo a casa de Brenno.

Estavam todos lá! As outras duas mulheres, Ginette e Riona, e os homens, Bragos, Fiacre e Loic. A dor e a saudade eram amenizadas pelos laços de lealdade que os uniam. Acalentavam o coração com as canções de bravura de seus ancestrais, honrando seus Deuses e compartilhando o fogo sagrado, a comida e o hidromel com os espíritos locais. Mas havia algo misterioso no ar.

- A escuridão desta noite parece mais profunda - comenta Riona, puxando seu manto verde. Brenno apenas sorri com o canto da boca e diz: - Alguém vê alguma coisa diferente?

Uma pulsante inquietude toma conta do ambiente. Loic e Fiacre revolvem os gravetos da fogueira e nada comentam, apenas levantam-se em direção as suas espadas. Ginette, sempre muita atenta, aguça a visão e olha ao redor da mata. Bragos com sua impaciência costumeira começa a andar de um lado para o outro. Estão todos em alerta, menos Armel e Maelle que se mantêm em absoluto silêncio. Uma coruja pia ao longe e os olhos se voltam para as árvores.

- Daqui quatro meses a morte será vitoriosa! - declarou Brenno.

Neste instante todos olharam para o jovem e perceberam que não havia nenhum perigo. De repente, uma fumaça brilhante tomou conta da roda de amigos. Mais uma vez, o guerreiro vidente falou: - Na quarta lua cheia comemoraremos... Vida e morte, renascidos retornaremos!

Maelle se acomodou nos braços fortes de Armel e contou a todos sobre a visão de Brenno. Com a voz embargada de emoção repetiu suas palavras proféticas: "César cairá aos pés da estátua de pedra, traído e humilhado. É a colheita que receberá por seus atos impensados."

- Que assim seja! - ecoou as vozes no escuro distante.

***
Diz a lenda que, em meados de março do ano 44 a.C., Caio Julio César foi morto por um grupo de senadores e amigos. Traído e humilhado pelos seus antigos protegidos, sob os pés da estátua de Pompeu, ele faleceu.

Rowena Arnehoy Seneween ®
Todos os direitos reservados.