
Os celtas também adoravam deuses representados como animais. Quando esses deuses passaram a ser representados sob a forma humana (provável influência mediterrânea), a imagem da deidade era acompanhada pelo animal a ela antigamente associado.
Na Escócia e em Gales, a coruja possui nomes pouco agradáveis. Para os escoceses, ela é a "cailleach oidhche" (bruxa da noite). Para os galeses, "aderyn y corff" (ave-cadáver).
Em uma lenda bretã, a carriça desce ao inferno para obter fogo para os pássaros. Ela volta de lá trazendo uma brasa no peito. Ao voar para fora do inferno, a brasa salta e queima a cauda da carriça. Em agradecimento, cada uma das outras aves lhe dá uma de suas penas, exceto a egoísta coruja, que se recusa a oferecer o presente. Os outros pássaros ficam tão enfurecidos que a expulsam e condenam a voar sozinha pela noite.
E no Quarto Ramo do Mabinogion existe a menção à Blodeuwedd .
Bellovesos /|\
A coruja também está presente no conto de Culhwch e Olwen do Mabinogion, um dos quatro animais que auxiliariam no resgate de Mabon, filho de Modron e de acordo com os mitos galeses, foi sequestrado de sua mãe, quando tinha apenas três noites de vida. Para os antigos, ela representa sabedoria.
Créditos da imagem: Jen Delyth
Bênçãos do Céu, da Terra e do Mar!
Rowena A. Senėwėen ®
Pesquisadora da Cultura Celta e do Druidismo
0 comments
2011 © Três Reinos Celtas - Todos direitos reservados.